Jaguaré

O bairro do Jaguaré foi uma das muitas áreas rurais situadas além dos rios Tietê e Pinheiros cuja ocupação e exploração só se iniciou após o expressivo crescimento do parque industrial paulistano e da explosão demográfica a que a cidade assistiu a partir das primeiras décadas do século XX.

Por volta de 1925, alguns imigrantes europeus encontravam-se instalados nos arredores do futuro distrito, ocupado por fazendas, sítios e chácaras. A região que compreende o Jaguaré propriamente dito era uma grande fazenda de 165 alqueires, pertencente à Companhia Suburbana Paulista, empresa responsável pelo loteamento de terras.

O bairro do Jaguaré foi projetado e construído em 1935. A Sociedade Imobiliária Jaguaré dividiu a região em áreas residenciais, comerciais e industriais, e incentivou sua ocupação, consolidada após a construção da ponte do Jaguaré, sobre o rio Pinheiros. Nas décadas seguintes, atraiu centenas de fábricas, tornando-se um dos distritos mais industrializados da cidade.

O lento crescimento econômico registrado na década de 80 afetou profundamente o bairro, que perdeu grande parte de suas empresas. Nos últimos anos, registram-se investimentos no setor imobiliário, que começam a incentivar a verticalização das áreas residenciais, ainda predominantemente compostas por casas térreas e sobrados.